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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Por um Piquenique Saudável

Pode ser culpa de Exu, ou não, mas o fato é que as coisas às vezes perdem o controle.

Macumba, como você deve saber, existe, a dúvida é se realmente funciona. Eu, particularmente, acho que sim.

Acredito piamente que alguém com espírito de porco resolveu caçar uma galinha preta, encher a boca dela de farofa e soltar na encruzilhada junto de uma garrafa de pinga, umas velas e um charuto.

Quem? Eu não sei, mas só pode ser trabalho do Coisa Ruim o que vem acontecendo ultimamente. E não estou falando do aquecimento global ou dos ultimos e chocantes acontecimentos da novela.

Existe algo chamado “bom senso”, é importante que as pessoas o tenham, falta de bom senso causa constrangimento e, em casos específicos, náuseas.

Sinceramente, eu prezo muito pelo bom senso, seja em qualquer coisa, desde gente no ônibus até, veja só que fora de contexto, humor. É por isso que eu fico assustado com a falta dele. É por isso que penso que só pode ser coisa do outro mundo o que está acontecendo, afinal, o que era pra ser tão claro vem sendo ignorado de forma avassaladora e descomunal.

Posso parecer chato, imbecil, retrógrado, careta, ou um idiotaquequerdarumadebonzão. Na verdade, eu posso até ser tudo isso, aliás, nem duvido que o seja, mas ainda assim, acho que o bom senso não deve ser ignorado. Existem obras feitas para chocar, provocar, isso é uma coisa, outra é lançar mão do mínimo (mínimo mesmo!) de sanidade ou de bom tom sem objetivo nenhum. Aliás, o objetivo existe, mas é só pensar um pouco para perceber que ele não é alcançado.

Eu poderia estar falando de sodomia com vegetais, zoofilia, orgias, banalização do homosexualismo como se esse fosse unica e exclusivamente fonte de piadas e pornografia infantil na primeira página de um blog qualquer (blog esse frequentado quase que exclusivamente por menores de idade), se encaixaria perfeitamente nesse contexto, você há de concordar comigo, afinal, liberdade de expressão (termo tão usado ultimamente) é uma coisa, falta de bom senso é outra. Mesmo com toda a liberdade, acredito que alguns limites devem ser respeitados, ou, ao menos, não ignorados, um deles é o do bom gosto.

Mas é claro que esse é só um exemplo, pura ficção e, graças a Deus, longe de nossa realidade, o que me chocou esses dias, foi ouvir um homem falar no celular com, acredito eu, sua esposa a seguinte frase:

“Então você compra pra mim um pimentão, dois jilós e uma rapadura pra gente fazer o piquinique.”

Por Deus, quem leva esses ingredientes para fazer um piquenique? Só pode ser macumba mesmo.

***

Oi, eu sou o Henrique, você deve saber. Esse foi apenas um desabafo, para (ao menos tentar) não deixar as coisas perderem completamente o controle. Não deixe de visitar o Palhaçadas a Parte, e meus outros blogs. Não é difícil achar os links, só clicar no meu nome ali na primeira linha.

Ah, estou deixando esse blog. Não, eu não avisei ninguém aqui da equipe, porque não deu tempo e, sinceramente, porque eu não fiz questão. Não que eu tenha algo contra as pessoas aqui do blog, só acho que ele não é mais lugar para mim e para o que escrevo.

Se ainda assim você não entendeu os motivos, finge que é porque estou sem tempo.

Tema do Ariel: Piquenique com ingredientes decentes.

Frase: Finalmente!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Eles Estão te Manipulando!

Pense em macarrão.

Aposto que você não pensou em macarrão parafuso.

Agora, pense em Halls.

Aposto que você não pensou naquele horrível de melancia.

Por último, pense em chocolate.

Não, você não pensou em chocolate branco.

Entendeu onde quero chegar? Se você quer comer macarrão, você, naturalmente vai pensar naquele tradicional, se acha que está com bafo, vai pensar em chupar um Halls normal, ou preto, ou vermelho, ou azul e até mesmo verde, não um maldito Halls de melancia. Da mesma forma, se você quiser comer chocolate você não irá atrás de chocolate branco.

Até onde eu sei, ninguém que está morrendo de vontade de chocolate chega na prateleira do supermercado e compra uma barra de Laka. A pessoa vai pegar um Diamante Negro, um Suflair, um com amendoin ou qualquer coisa assim, mas não irá pegar um chocolate branco.

Porque chocolate branco não é chocolate, e sim CHOCOLATE BRANCO. E a diferença vai muito além do que apenas o nome.

Todos sabemos o que é chocolate, chocolate é chocolate, marrom e, mesmo feito para ser consumido no frio, nós teimamos em comer em Março ou Abril –depois todo mundo reclama que passou mal- isso é chocolate. Se chocolate branco tivesse outro nome e outro formato, além do tradicional formato-de-chocolate que é a barra, ninguém pensaria que “Nossa, esse doce-branco-que-não-é-chocolate parece um chocolate, só que branco, né?”. Entendeu onde quero chegar?

CHOCOLATE BRANCO NÃO EXISTE! O que existe é um doce, com formato de chocolate e gosto de leite Ninho ou sei lá o que, que as indústrias resolveram chamar de chocolate pra vender mais…chocolate.

Agora, se você for do tipo que fica nervoso quando alguém destrói os seus sonhos sobre doces, e adora dizer coisas como “Se você não consegue pensar nos outros, então pensa pelo menos em você e aproveita e cuida só da sua vida!” saiba que eu sou um cara legal e escrevi isso só pra te alertar sobre mais uma mentira que você é obrigado a acreditar, no futuro explicarei que o homem não foi a Lua, e que o Brasil na verdade é um campo de testes alienígena financeado pela ONU. Não perca.

***

E eu tenho uma super oportunidade que você não pode perder! Acessando AGORA o novo blog Pipocas de Microondas sobre cinema e afins, você pode seguir-nos no Twitter TOTALMENTE GRÁTIS! Mas é só pra quem acessar agora! Ou depois! Na verdade, acessando e seguindo já está bom, mas se eu fosse você, não perderia mais tempo e acessaria AGORA!

Tema da Jacky: Não é um tema que envolva artefatos mágicos ou sexo.

Frase: Essa história não tem putaria, nem algo mágico.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Problema Nenhum

“Não sei bem o que faço aqui, e ver você ai com essa cara fehada e sem dizer bom dia ajuda em nada. Sabe como é, eu consegui levar minha vida adiante, as coisas não iam tão mal assim. Cresci, e com o tempo as pessoas até foram esquecendo daquela história. Por Deus, até família eu consegui formar. Aproveitei minha juventude como quase todo mundo, a faculdade também, aproveitava, ia pra festas, conversava com garotas, tinha amigos e tudo o mais. Mas ai, minha mulher, e você sabe como é mulher né, então, ela começou a ler uns textos lá de psicologia por conta mesmo, e enfiou na minha cabeça que eu sou todo traumatizado e tudo o mais, mas, sei lá, eu acho que não, faz tanto tempo que tudo aquilo aconteceu. Como? Calma, ja vou chegar lá, estou falando bastante porque eu sei que o tempo é curto e eu paguei uma boa grana, então quero aproveitar, já já você vai entender o que aconteceu, mas apenas se me deixar explicar o que me trouxe aqui. Assim, eu já disse que minha mulher começou a ler uns livros de psicologia né? Aí tem todo aquele negócio de infância e tal, e ela enfiou na cabeça que eu sou cheio de traumas porque esses dias sai com meu filhinho, o Juquinha, vai fazer sete anos agora. Quer ver uma foto dele? Espera ai…Aqui ó, bonitinho né? Então, eu sempre achei esse lance de andar com foto da família na carteira meio brega, mas ai você não sabe como é, ou sabe, sei lá, como é o amor pelos filhos! Ah, então, você não tem filhos? Então quer um conselho? Não tenha, puta responsabilidade, e é um amor fora de série, mas enfim, quem tem que me dar conselhos é você. Onde eu estava? Ah, obrigada, tinha ido comprar roupas com o Juquinha né, pois então, chegamos lá na loja, e ele me disse que a Marisa, que é minha esposa, quer ver um foto dela também? Ah, melhor não, o tempo está correndo. Então, ele me disse que a Marisa mandou eu comprar cuecas para ele. Mas, sei lá, não consegui sabe. Porque? Ah, você sente que o problema está aí? É claro que está, pois então, não consegui por causa do tal lance de infância, e no lugar comprei um milhão de roupas com desenhos de vacas para o Juquinha, ele não parava de repetir que ‘As vacas voadoras me fascinam muito, vacas são branquinhas, vacas dão leitinho, as vacas comem capim, capim, capim!’ E sei lá que desenho esse moleque anda assistindo viu, mas deve ter a ver né? Pensar que na nossa época os desenhos eram o Jaspion, que nem desenho era, mas enfim, não consegui comprar, por causa do lance da infância. Sabe como é, me deu uma coisa ruim e sei lá. Aí eu falei pra minha mulher, contei a história da infância pra ela, e ela que tinha lido os livros resolveu que era bom eu vir aqui contar a história pra você. Calma, não sei se vou contar a história, você é um cara estranho, eu entrei aqui, e você disse nada, eu to aqui falando sem parar, mas não me dá coragem, sei lá, você é meio estranho. Não sei se quero falar. Vou ter que pagar do mesmo jeito? Como? Porque? Tudo isso? Mas eu tenho convênio! Como? Esse preço é com o desconto? Olha, quer saber, vai se foder. Eu não sou obrigado a pagar um absurdo desse pra ver um moleque que nem tem barba direito com uma merda de jaleco tentando achar que é a solução dos meus problemas. E sabe porque? Vou te contar, porque o meu problema não é uma maldita história na merda da segunda série, e sim uma mulher histérica que acha que sou doido, uma criança pra cuidar, um milhão de contas pra pagar e um chefe filho da puta. Isso sim é problema. Fique aí você com essa cara de bosta. Que eu não preciso de você. Morra.”

E saiu batendo a porta.

***

Post “irmão” deste aqui.

Se estiver sem nada pra fazer, visite o Daquilo que Não se Vê. E comente aqui. Porque aposto que você gosta que comentem no seu blog. Seu mané.

Tema da Jacky: Frutas vermelhas.

Frase: “Será que hoje é a conferência anual das lésbicas, ou algo assim?”

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Progresso

Toda cidade que se preze tem um bar.

Na verdade, qualquer cidade tem um bar, nem que fique em uma velha casa de madeira meio torta. O dono é sempre um velhinho geralmente mais bêbado que os fregueses que sempre se veste de bermuda, chinelo e um camisa aberta até o umbigo, seus clientes não são clientes, e sim amigos, passam o dia inteiro lá batendo papo.

Era assim o Bar Campeão, em uma Cidade Minúscula Qualquer com Nome de Santo, o Bar Campeão tinha todos os requisitos para ser um bar de esquina completo, dono velho bêbado, clientes que são amigos, casa de madeira torta. E ia muito bem assim, obrigado.

Mas acontece que um belo dia, um peão qualquer descobre uma mina de diamantes no fundo da sua horta, fica rico e compra uma dentadura de ouro. Assim, toda a cidade ficou com inveja e começou a procurar diamantes, todos acharam. Ao que parece, a Cidade Minúscula Qualquer com Nome de Santo estava exatamente em cima de uma puta mina de diamantes. Grande mesmo.

Assim, toda a cidade enricou, e logo, muita gente veio trabalhar ali, e a cidade começou a crescer assustadoramente.

Tudo evoluiu, em cinco anos ja tinha uns dez prédios, mais cinco anos e os dez se tornaram trinta e uma universidade apareceu por lá.

Até então, o Dono do Bar Campeão era um dos únicos que não tinha enricado, era feliz com seu boteco, não parou para procurar diamentes no quintal de casa, nem vendeu o terreno por um preço exorbitante para qualquer construtora, ainda assim, sua renda subiu, porque ele era dono do boteco mais antigo da cidade, e todo mundo ia lá, rapidamente o boteco se tornou uma lanchonete, onde todo mundo que enricou achando diamantes na salada ia as sextas e sábados a noite, e o Dono do Bar Campeão conseguiu um renda extra e finalmente acendeu as luzes do estabelecimento.

E com a universidade o movimento da Lanchonete Campeão aumentou ainda mais, porque parece que estudante é tudo besta e gosta de ir beber em lugares todos fodidos, ai o movimento cresceu de vez, pois além do povo velho, agora as mocinhas e rapazes da própria cidade começaram a frequentar o local.

O tempo foi passando, e mesmo sem querer o Dono da Lanchonete Campeão também enricou, e seus filhos que estavam deslumbrados com tanto dinheiro o convenceram a aumentar o local, colocar mesinhas coloridas, servir drinks flamejantes e encher o local de caixas de som e luzes atordoantes.

O velho não entendeu direito, mas liberou, não devagar a Lanchonete Campeão se tonou Champion Club e cresceu assustadoramente rápido.

Em uma das noites badalas da Champion Club, a filha do dono dançava e cantava alucinadamente uma daquelas músicas do Michael Jackson que todo mundo passou a adorar depois que ele morreu, quando um Estudante de Qualquer Coisa da Universidade colou no ouvido dela e disse:

“Você é tão sexy quando canta Michael Jackson que eu chego a sentir cócegas”

Ele era péssimo em cantadas, mas como a pobre e inocente moça nunca tinha recebido uma, achou essa a coisa mais linda do mundo, e foi o que bastou.

Nove meses depois ela estava com uma puta barriga, e o Estudante de Qualquer Coisa da Universidade agora era Ex-Estudante de Qualquer Coisa da Universidade, pois havia voltado para a sua cidade.

O Dono do Champion Club ficou morrendo de medo do que a cidade ia dizer da sua filha, vendeu tudo, e foi morar com a família em Outra Cidade Minúscula Qualquer com Nome de Santo.

Agora, toda cidade tem um bar. Mas tenho que consertar. Ou o dono é um velho, ou uma mulher segurando uma criança no colo.

***

Tema da Jacky: Vontade de Morrer

Frase: Lógico que eu comi tudo, se não comesse eles iam pegar!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Cassino , Parquinho e Bicicleta rosa .


Carros importados, viagens pelo mundo, Tenis de marca.

Inúmeras possibilidades quando se tem dinheiro, quando se é milionário então...

Ganhando uma recompensa pelo bom trabalho no Blog, Movimento tenso.

Desembarcavam em Las Vegas: Japa, Marcella, Jack, Marii, Henrique e sua namorada Gabih.

Já na cidade , eles fariam um tur pela cidade , conhecendo um guia ,o Senhor Conrado .

E como vai a vida senhor ‘’Comido’’ dizia marii...

É Conrado Mariana... Falava Marcella.

Japa se encantava pelos grandes prédios pela cidade, Henrique e Gabih namoravam em frente a uma vista linda, eram eles, os grandes cassinos de Las Vegas

Jack procurava algum Guarda americano do olho verde ou azul, solteirão que curtisse a beleza brasileira.

Ao reunir os jovens, senhor Conrado ou Comido segundo a Marii...

Lhes contou que teria um concurso na qual Era um jogo de sorte ganhar ele .

E os jovens se interessaram, o premio era uma bicicleta rosa .

Japa disse que poderia lhe dar pra sua irmãzinha, Jack poderia andar com algum Americano do olho azul ou verde, Mariana poderia ensinar sua cabra a andar de bicicleta, e Henrique com Gabih andariam juntos por Las Vegas, conhecendo mais ainda a cidade.

O concurso seria de quem fizesse uma mágica amadora, mais incrível.

Uma noite antes do grande concurso, No hotel, Japa e Marcella foram brincar em um parquinho no terraço do hotel... Vai entender por que né?

Marii e Jack saiam na noite procurando homem,

Marcella, Japa, Henrique e Gabih, passavam a noite ao Ar fresco, admirando um belo luar, enquanto...

Pois bem, ao nascer do dia, por volta das 6 da manha , chegam Jack e Mari , uma mais bêbada que a outra , uma vira pra outra e fala : Puts , catei 8 americanos , a outra fala , Há ganhei ... Catei 12.

Vendo aquela cena e meio que abismados, os colegas as pegaram e levavam pro hotel.
Sem condições de irem ao concurso, elas ficaram la , Com uma baita ressaca.

Chegando ao concurso , os restos dos jovens do movimento se separam , é necessário ser muito bom em raciocínio, para aprenderem as mágicas e repetirem elas ao publico

E foram... Acabou que na final chegaram Japa e Henrique

Japa ganhou por 1 detalhe , e recebia a tal bicicleta rosa .

Na entrega do premio, Marcella sumiu, onde estaria ela em um momento como aquele?
Sim, Seu Comido a seqüestrou.
Sentindo falta dela, Japa correu com sua bicicleta rosa chegando a casa do senhor Conrado, pois ninguém como ele conhecia a cidade .

E a encontrou, assustada e sem saber como ela estava naquele lugar.

Japa a acalmou e disse que tudo daria certo, Ao levar ela em direção a porta ouviu um barulho, era o senhor Comido...

Então Japa com um pensamento rápido, mandou uma mensagem pra Henrique ‘’ chama a policia e corre pro ‘’ Comido ‘’

Enquanto se escondia, japa beijou Marcella, e falou pra ela confiar nele.

La fora seu Comido reconhecia aquela bicicleta rosa... Japa vira pra Marcella e fala: não devia ter deixado aquela bicicleta rosa na estrada...

Ao entrar em casa, e se deparar com Japa la , Seu Comido falou , Ela é so minha , desista Seu japonês infeliz .

Japa lhe acertou com uma garrafa o deixando desacordado, e o amarrou com uma corda que Marcella tinha achado no porão.

O Velho era um Maniaco perigoso, sem saber os Jovens ajudaram a prendê-lo .

E isso rendeu pra eles mais um post no blog.

Em que no final, Todos ficaram bem, Japa e Marcella comessaram um relacionamento no Parquinho, Japa deixou a bicicleta pra Marii de presente, pra que ela ensinasse a cabra a andar, Jack arrumou um jovem alto de olho azul, Henrique e Gabih , ficaram muito mais apaixonados e acabaram se casando em Las Vegas .

Fiim *--* //



Po po po po -kerr -- Faceee :D




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Leitores , vocês sao nossa força . Comentem ,
estamos aceitando críticas sobre os posts e sujestoes sobre temas e como melhorar .


Como a Páscoa está aii o tema da Mari é : Páscoa

Frase : A Avestruz cruzou com um coelho e gerou assim o ovo de páscoa ...

quarta-feira, 31 de março de 2010

A Profecia

Zé era um feirante.

Ninguém sabia se seu nome era José Maria, apenas José, ou até mesmo Gumercindo, acontece que ele era feirante, então se chamava Zé. Zé da Feira, aliás.

Nosso amigo, vendia repolho na feira, sabe como é, feira hoje em dia tem de tudo, você vai lá e pode comprar desde um acarajé até um playstation 3, mas Zé que era oldscool vendia repolho.

Feira é uma desgraça, vida de feirante pior ainda. Zé começou nessa vida quando moleque, aprendeu com o pai e não conseguiu sair mais dela, por isso pegava tanto no pé do filho Zézinho quando o assunto era estudo.

Colocou o filho em uma bela escola integral da elite, onde só haviam Maurincinhos de Ipod, nem Zé sabia como conseguia pagar, mas conseguia, mas, infelizmente Zézinho não curtia muito a idéia de estudar.

Brigava, xingava, bagunçava, tirava zero e era espancado pelos irmãos mais velhos dos Mauricinhos.

Até que um dia, pertos das sete da noite, hora em que Zézinho chegava e que Zé se preparava para dormir para acordar na madrugada do dia seguinte para enfim poder vender repolho, Zé teve uma má notícia.

“Como assim expulso moleque filho da puta?”

“Ah, pai, aquele professor é um cusão!”

“Não fala palavrão dentro de casa! E agora me fala o que aconteceu”

“Ah, é que é assim. Eu tinha aula de física né, mas esqueci os livros…”

“Ora seeu” Zé ja foi erguendo o chinelo pra ensinar uma lição para seu filho vagabundo, mas ele foi mais rápido.

“ESPERA PAI! Deixe-me contar o resto. Ai o professor me perguntou com aquela de filho da puta ‘Cadê seus livros?’ ai eu fiquei com medo, né pai, e falei a primeira coisa que me veio a mente ‘Professor, entrou um gnomo aqui na sala e roubou todos os livros de física e ainda mandou eu te falar que você ta precisando é de sexo.’ E ele ficou super nervoso e me levou pra supervisão, ai eles me expulsaram porque não gostam de mim, e você sabe disso né pai”

“Gnomo, é?”

Zé saiu assustado da sala, com um olhar frio. E entendeu que o Grande Dia finalmente tinha chegado.

No outro dia, na feira, Zé levou apenas repolhos podres, que, caso você não saiba, é a comida preferida dos gnomos brasileiros. E lá então finalmente fez contato com aqueles que há muito não via.

E descobriu que a hora não era aquela, e que seu filho não tinha falado com gnomo algum na escola, logo, o Grande Dia não era aquele e a profecia não tinha se concretizado.

É claro que ficou irado com seu filho, e o destroçou quando chegou em casa, colocando-o um mês e meio de castigo.

E mais claro ainda que os gnomos haviam mentido o tempo todo, nunca fariam contato com o filho de Zé, eles queriam é saber dos repolhos, isso sim.

***

Tema da Jacky: Futuro pós-apocalíptico

Frase: “Como assim água?”

quarta-feira, 24 de março de 2010

Seu Joaquim, Seu Neto Jorginho e as Ervilhas

Sentado no sofá, com sua habitual cara de treta, o velho e insuportável patriarca daquela família declamava mais um de seus discursos para seus netos.

Seu Joaquim, há muito conhecido por Seu Unicórnio, pelo fato de estar sempre pronto a dar chifrada em alguém, e por ser tão antigo que muitos ja duvidam de sua existência era um saco. Existem por ai, e isso é fato mais do que comprovado, velhinhos adoráveis, não é o caso do Seu Unicórnio.

Morava sozinho em uma imensa casa na fazenda, onde não fazia nada, apenas mandava os empregados cuidarem do pomar, dos animais e, sobretudo, do lago, onde ia pescar todo santo dia. Mas é óbvio que, ainda assim, se alguém lhe perguntasse, ele diria cheio de orgulho que cuida da fazenda inteira.

Teve com sua esposa, sete filhos e três filhas, com outras mulheres nem ele sabe contar, mas dez filhos ja bastavam para que, aos fins de semana, a fazenda se enchesse de netos, esses mesmos que agora tinha de ouvir o sermão do avo sobre pescaria.

Mas, se ninguém suporta o velho Unicórnio, porque todos vão a sua casa todo santo fim de semana?

Porque o velho, se ainda não ficou claro, é rico. E não é pouco, é muito rico, daqueles podres de rico, tão podres que seus dentes podres ha muito são de ouro, que só come em talheres de prata e que demite os peixes se não pescar nada no dia. Então, como é um homem cheio de empresas, entregou cada uma a um de seus filhos, e esses por sua vez, vão puxar o saco do velho para não caírem na rua da amargura.

Mas o Seu Unicórnio, como todo velho ruim, não é besta, e faz questão de tornar cada fim de semana insuportável, como se a sua presença ja não bastasse.

Voltemos então, a situação inicial, seus netos estão sentados na sala, junto com o Seu Unicórnio que fica falando sobre pescaria. Seria estranho retransmitir aqui o que ele falava porque, como ele sabia que ninguém estava prestando atenção, nem mesmo ele sabia o que dizia. Fazia aquilo apenas para torturar os netos.

Eu disse que seria estranho, mas foda-se. Seu Unicórnio dizia exatamente o seguinte:

“Pra colocar a minhoca no anzol, a ervilha deve estar cozida na ponta da vara, e quando você for tacar tem que tomar cuidado para não enroscar na ponta de remuela do treminhão azul”

Seu Unicórnio, como ja disse, fazia isso porque sabia que ninguém prestava atenção, e então, uma vez sabendo disso, resolveu se divertir um pouco.

“E então, Jorginho, como faz?”

“Como faz o que vô?”

“O que eu acabei de perguntar, moleque idiota”

“Ah vô, tem que pegar a simbisguela e…”

“Pegar a o que?  Não escutei”

“A simbisguela…”

“Ah, continue, e dai?”

“E enroscar na ponta da ervilha”

“Que ervilha?”

“Ah ervilha ué!”

“Eu tenho cara de quem come ervilha? Moleque retardado, tenho?”

“Não Vô”

“E porque não?”

“Porque não tem e…”

“Eu vou te falar quem tem cara de quem não come ervilha, você. Você come ervilha? Moleque idiota”

“Ah, eu…”

“Não, você não come ervilha, e sabe porque? Porque é um imbecil, eu como ervilha, então porque me disse que eu tenho cara de quem não come? Quem não come ervilha é um imbecil, igual a você, eu sou imbecil?”

“Não vô”

“Então porque me disse que sou?”

“Eu não disse vô”

“Você é um idiota, um imbecil, um moleque retardado que não come ervilhas e não sabe usar um boné, arrume esse boné antes que eu o tire com cabeça e tudo, seu fedelho, agora você vai comer só ervilha no jantar, pra ver se larga um pouco de ser tão idiota.”

Jorginho então começou a chorar, e Seu Unicórnio esboçou um leve sorriso que fez seus outros netos estremecerem. Levantou-se e falou que o jantar estava servido. E que era peixe, que ele mesmo havia pescado com a maringuela.

Para ele, havia churrasco.

“Mas Vô, porque você não come peixe também?”

“Porque eu não gosto de peixe, peixe é para pessoas idiotas, por isso vocês sempre comem quando vem pra cá”

“Se você não gosta de peixe, então porque você pesca todo final de semana?”

“Você é idiota?” Ele falou para Julinha, a sua neta que havia feito inocentemente as peguntas. “É ou não?”

“Não senhor!” ele já falava com os olhos cheios de lágrimas.

“É idiota sim, você é uma menina estupida e idiota, se não fosse, saberia porque não gosto de peixe, basta pensar um pouco, eu ja disse que peixe é para pessoas como você, e eu não sou como você, prova de que você precisa comer peixe é porque me fez essa pergunta. E eu não pesco todo final de semana, pesco todo dia, entendeu? Sua idiota!”

Julinha começou a chorar alucinadamente, Seu Unicórnio mais uma vez riu e sentou-se a mesa em frente a seu churrasco.

Seu Unicórnio era feliz assim, fazendo os outros sofrer.

Vai ver, é por isso que unicórnios não existem.

***

Não sei se ficou engraçado, acho que não, infelizmente, mas enfim, o tema da Jacky é:

Exploração do Proletariado

E a frase:

“Mas eu gosto tanto de consumir!”

quarta-feira, 17 de março de 2010

Oi!

Aqui é o Henrique Miné, e eu sou um idiota.

Estou eu aqui, saindo de casa em direção a faculdade, quando lembro desse blog, na verdade, eu lembrei que esqueci qual era o meu dia, e entrei aqui para descobrir.

Então, eu vi que era hoje, mas hoje não da tempo de postar nada que preste, porque eu ja estou atrasado.

Como eu disse, sou um idiota.

Peço um milhão de desculpas aos leitores e aos outros membros aqui do blog, acontece que minha memória é mesmo uma grande filha da puta.

Então, amanhã o post com esse tema ok?

terça-feira, 2 de março de 2010

Continuando... #2

Walter e Patrícia eram ricos, e, não sei se você conhece gente rica, mas eles geralmente são um saco.

Uma pessoa normal, ao ganhar um Jegue e uma rapadura, iria agradecer, comer a rapadura e doar o jegue para alguém, e pronto. Mas, gente rica, muito rica, como Walter e Patrícia não, eles acham que ganhar um jegue e uma rapadura é coisa exótica, deve ser a última moda em Paris, por isso já ficam querendo achar significados e tudo o mais. Nessa hora a mulher já fica pensando em se gabar para as amigas “Aaai, sabe, esses dias eu ganhei de uns primos meus um jegue e uma rapadura, coisa finíssima. Veio direto do sertão” e o homem pergunta porque diabos não mandaram uma cachaça também.

Acontece então, que o nosso simpático e idiota casal tentou aceitar o presente com a maior naturalidade, entregaram para os empregados guardarem e chamaram os primos para sentar na sala de estar e tomar chá em xícaras que valem um carro, como esses ricos fazem.

“Ah, então primo, que bom que você veio, e ainda trouxe um burrinho e um tijoliinho!”

“Que burrinho muié? Ta falando do jegue é?”

“Ah, haha, mas que modo engraçado de chamar o animalzinho” Ela riu, com aquele ar de gente rica, enquanto segurava a xícara com o dedinho levantado.

“E tamém né tijolinho não uai! Aqui lá é rapadura, doce quinem um mel”

“Ah, puxa, que delícia”

“E, diga ai primo, não tinha alguma cachaça lá não?”

“Óia, cê é burro homi? Eu so do sertão, não de Minas, é em Minas que tem cachaça. O que, vai mi dize que quiria um quejin tamém?”

Walter riu sem graça, e pensou “foda-se, minha adega está cheia de vinhos milionários que eu nunca beberei mesmo, quem precisa de cachaça”.

Então a conversa foi se desenrolando naturalmente, Patrícia pensava que aquele choque de culturas poderia ser muito interessante e que poderia aprender muito com aquilo, o resto da sala já estava com fome mesmo.

Desenrolou-se de tal forma, que acabou recaindo novamente nos presentes.

“Diga primo, e você gostou da ambrósia que te mandei?”

“Ah, gostei muitu sim. Mas, é sobre ela que eu quiria fala”

“Então diga primo”

“É qui é u siguinte, acho que cê sabe que minha casa, na verdadi, era um barraquin né? Ai foi qui eu fui pindura o diacho di Ambrósia nu teto, a casa num guento e caiu..”

“Ou, puxa, sinto-me horrível por isso” Patrícia só não sabia se estava mesmo triste e culpada, ou se disse isso apenas porque era uma mulher fina elegante e rica.

“Poizintão, dirrubo tudin lá, só sobro esse jegue a aquela rapadura mêmo, então, já qui agente é primo mêmo, eu vim aqui mais a muié pra mora cocês ué! Óia o tamanhão dessa casa só pa duas pessoa!”

E foi assim que aconteceu o choque de culturas mais duradouro e traumático da vida do simpático e milionário casal.

Mais milionário do que simpático, obviamente.

***

Teema da Marcella: Amaciante.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Poesia Contemporânea do Badalaiê e do Esquileguindô

Rima, que rima com;

Lima, laranja lima, laranja maçã;

Vem pra piscina, você e sua irmã;

Com esse calor;

Vou comprar um ventilador;

Que não cura dor;

De amor;

Amor de pai;

Amor de irmão;

Tudo que vem vai;

No tumtumtum do coração;

Rima, a esposa do rim;

Que rima com tamborim;

Que lembra carnaval;

Daqui a pouco é natal;

“Hohoho” diria o Noel;

Nasceu o menino que veio do céu;

Que está tão azul, como linhas de um papel;

Papel de caderno;

Tão bom escrever no inverno;

Tomar uma xícara de café, quente como o inferno;

Não ando mais a pé, sou um cara moderno;

Tenho carro, último tipo

Mas estou sujo de barro, pareço um nativo

Pataxó, anhanbó;

Esqueleguindê, esqueleguindó;

Quem é da MPB, inventa palavras sem dó;

A letra as vezes não existe;

Inventam tantos baladaiês que fico triste;

Fazem isso porque fica bonito, porque rima.

Que rima com Lima...

* * *

Err, é issaê!

Tema da Marcella: Lustre

Aproveite que agora tem nada pra fazer, e visite o Palhaçadas a Parte e o Daquilo que Não se Vê.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Continuando...

“Ele morreu.” Disse a Shinigami com um ar frio e impetuoso.

Paola ficou estática, nunca conseguira pensar direito, agora, muito menos, olhou para o lado e olhou para Enma, com suas asas assustadoras, seus olhos inexpressivos, e pele pálida.

“Que tipo de monstro é você? Porque me atormenta agora?”

“Sou uma Shinigami, já disse. Esse caderno era meu, foi perdido a um bom tempo, preciso dele.”

“Foda-se, eu lá sei que porra que é Shinigami?”

“Olha, é o seguinte, não quero te explicar, quero apenas o meu caderno, caso esteja muito curiosa visite o Wikipedia ou leia um mangá qualquer, são quase a mesma coisa mesmo, agora, desista da posse desse caderno, e vá preparar o funeral de seu irmão”

...

“Vamos logo!”

...

“Meu irmão não morreu!”

“Morreu sim. Ontem à noite, quarenta segundos após você escrever o nome dele no caderno. Você o matou Paola.”

“Ah, é? E morreu de que? Seu monstro!”

“Ataque cardíaco, como você não especificou a maneira da morte, foi usado o modo padrão. E olha, ele estava dormindo, nem sofreu, acredito que daqui a pouco entrarão em seu apartamento e o encontrarão morto. Por isso, vá preparando o funeral enquanto eu volto para meu mundo.”

Assim, Paola pegou o caderno e saiu em direção a casa de Jigoku, onde, pensava ela, ele poderia lhe ajudar.

“Você pegou meu Death Note?”

“É aquele caderno com uma capa horrível?”

“É!”

“Ah, então peguei, vai dizer que só agora você percebeu?”

“Claro que sim, eu não mexia nele, nunca o usei, é herança, sempre foi passado de geração em geração e...”

“É verdade que ele mata pessoas?”

“Dizem que sim, nunca o usei, nunca sequer toquei nele”

Paola sentou-se em uma cadeira próxima, abaixou a cabeça e começou a chorar. Então Rigoku aproximou-se dela e fez aquilo que todos fazem quando alguém está sentado e chorando de cabeça abaixada, colocou a mão em suas costas e começou a dizer coisas amigáveis quando o celular de Paola começou a tocar, era sua mãe, desesperada, ao desligar o celular Paola olhou para Rigoku, seu olhar agora era diferente, morto, parecido com o de Enma.

“Sou uma assassina, Rigoku.”

E assim, chamou por Enma, desistiu da posse do Death Note e partiu para longe.

Um local pacífico, onde não existem nem mangás, muito menos animes para foder com a cabeça daqueles que tem que escrever um texto toda terça-feira em um blog de humor, e onde Paola pode finalmente viver acompanhada apenas de sua culpa, e, é claro, de todos os homens da cidade.

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Assim, eu teria detestado esse texto que levou a história para lugar nenhum, mas enfim, foi isso.

Tema da Marcella: Azulejo.